quarta-feira, 27 de julho de 2011

Sons do Caralho!!

A convite de Paulinho Manga irei contribuir com algumas postagens nesse blog supimpa. Começando pelo maravilhoso vocal feminino do Blues: Bessie Smith, chamada de A Imperatriz do Blues. Nasceu em 15 de abril de 1894, em Chattanooga, Tennesee, mas foi no norte dos Estados Unidos que Bessie fez sucesso, durante as décadas de 1920 e 1930. Dona de uma voz marcante e cheia de ritmo foi contratada pela Columbia Records, em 1923, quando foi lançado seu primeiro álbum: "Downhearted Blues" que a tornou famosa e requisitada, recebendo apoio e colaboração de importantes nomes da música como: James P. Johnson, Coleman Hawkins, Louis Armstrong, Don Redman e Fletcher Henderson. Tal relevância atribuída a Bessie Smith a coloca em um patamar importante, pois é reconhecida como a primeira cantora de Blues a se tornar um sucesso e mais do que isso, abre espaço para um novo ramo da indústria fonográfica direcionada ao público afro-americano.
Assim, para os ensinamentos manguísticos vale conferir a obra de Bessie Smith. Espero que gostem.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

O cão tarado do Blues


 
No meio da madrugada
O calor sobe a cabeça
Chego até a sentir medo
Que o “coisa ruim” apareça

Na mente só putaria
Mas quanta imaginação
Quem diria o rei da orgia
Se acabou num colchão

Eu não tomei nenhum remédio
Nem to morrendo de tédio
Não acordei de ressaca
Eu tenho as chaves de casa

Sou o cão tarado do blues
O cão tarado do blues
O cão tarado do blues
O cão tarado do blues

terça-feira, 14 de junho de 2011

Despedida



Amor,
Você prefere a sala ao nosso quarto
O vento frio que está ao meu lado
O que eu faço a você?

Amor,
Ultimamente a TV dorme ligada
Eu acordo todos os dias na hora errada
Ou nem durmo esperando você

Se você me ligar
Amanhã de manhã
Não vai adiantar
Vou estar bem longe daqui

Se uma carta chegar
Lá pra onde eu for
Não vai adiantar
Não vai encontrar o seu amor!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Sons do Caralho!

Andavamos meu amigo(irmão) Pako e eu, voltando do comércio, e sacando(pra variar), um som do ac/dc, que rolava no meu carro: Pako"-Éguas esses bixos são pilantras, eles sempre fazem coro dobrando a guitarra, mas o pior é que é bacana". Eu"- Porra pior né, mas eles ñ são mais os mesmos, vi uns videos do novo dvd e axo q eles estão meio enferrujados". Pako"- E que eles tão velhinhos.neh...". Dia depois: "E aí Poeta? eu sei q eu tava falando mal dos nossos velhinhos(ac/dc),mas fiquei de queixo caído ao ver esse vídeo,quase eu choro.rsrsrsrsr" Recado que eu mandei p pako pelo orkut ao ver esse vídeo. Enfim, velhinhos, mas que velhinhos.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ensinamentos Manguísticos!!!

"Um artista não pode ficar prisioneiro de uma ética oficial. As palavras nascem da boca do povo (...) Um palavrão muitas vezes tem mais sentido que qualquer outra palavra que se comporte dentro dos padrões da ética oficial".

Rui Barata

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Entrevista com Celso Blues Boy

Para os que gostam de um bom Blues (em português), ai vai um trecho da entrevista com Celso Blues Boy, falando sobre a vida, carreira e suas idas e vindas no mundo do Blues.


Celso Blues Boy
Por: Rafael Souza e Luiz Kafka

Você é considerado por muitos o precursor do blues no Brasil. Como foi o seu primeiro contato com o blues?

Um tio-avô meu foi para os Estados Unidos, mas não entendia nada de música. Então pediu para o lojista escolher uns discos e me enviou alguns. Nessa época, com onze anos de idade mais ou menos, ouvia todos os dias aquele disco em minha vitrola de pilha. Nos anos 70, já no Rio de Janeiro, e já tocando guitarra, fui em uma festa e lá havia alguns instrumentos: guitarra, bateria, baixo, e disseram para alguém que eu tocava. Depois que eu toquei algumas músicas uns caras vieram me falar: “Pô! Como é que você conhece blues?” E eu disse: “Mas eu não conheço blues”. “Como não conhece? Você tá tocando blues!” Aí, fiquei amigo dos caras e depois levei aquele disco que eu tinha desde criança pra eles verem e eles disseram: “Esse cara aqui é o B. B. King. É o rei do blues”. Mas até aquele momento eu não sabia quem era B. B. King, se era um guitarrista solo ou era só o cantor, só sabia da fotografia do negão lá. Mais nada. Daí, conheci algumas pessoas e mais algum material de blues e comecei a tocar, e também a compor em português, porque achava que não seria interessante fazer igual a eles, pois ninguém faria melhor que eles a não ser que tentasse fazer com alguma coisa de diferente.

Você participou de uma banda tida como uma das primeiras bandas de blues do Brasil. Como foi isso?

Nos anos setenta ainda, um cara chamado Geraldo Darbili era baterista. Ele e a tia dele compraram uma casa em Copacabana e fizeram o primeiro pub de blues que teve no Brasil. Esse lugar se chamava Apaloosa, e ele me contratou pra fazer o meu som, com alguns outros músicos. Eu sugeri que a banda se chamasse Aeroblues. Depois ele até registrou o nome, mas tudo bem, não tem problema. A banda causou um imenso impacto na época, pois não se tinha registro de banda de blues no Brasil. Chegávamos a fazer cerca de três shows por noite em finais de semana, com muita gente esperando do lado de fora. Foi assim durante dois anos e meio, quase três.

Você tocou com vários nomes da música brasileira antes de se firmar na carreira solo. Como foi essa experiência?

Com 17 anos eu tocava com Sá & Guarabira. Toquei com vários artistas, eu gosto sempre de dizer. Toquei com Raul Seixas, com o Melodia, gosto de dizer porque eu gosto deles. Mas já gravei discos com outras pessoas e fazia shows com elas também. Além disso tinha as minhas bandas. Tinha uma chamada Legião Estrangeira, que é muito anterior ao nome Legião Urbana. Renato Russo até falou: “Pô, eu sei que você tinha a Legião Estrangeira. Não tem grilo?” E eu disse: “Não, não tem grilo nenhum”. Raul foi uma grande experiência. Gravamos discos, fizemos muitos shows e ele era uma pessoa muito querida para mim. É uma pena que ele nunca teve alguém que realmente se importasse com ele, para não permitir o que certas amizades que ele tinha, fizessem o que fizeram com ele. Ele não tinha quem o protegesse. Raul queria na verdade ser algo como Elvis Presley. Ele era um rocker. Às vezes ficava muito louco. Atire a primeira pedra quem nunca fez uma besteira.




terça-feira, 3 de maio de 2011

Sons do Caralho!!!

Dessa vez o tópico “Sons do Caralho” vêem em uma edição especial de dose dupla. E ainda assim temo por não conseguir expressar a grandeza artística desse que foi chamado de maldito, Sergio Sampaio.


“Quero Botar Meu Bloco na Rua” foi lançada no Festival Internacional da Canção de 1972, e lançado em LP “Quero Botar Meu Bloco na Rua” no ano de 1973 - e fez muito sucesso nos carnavais da década de 70, no Rio de Janeiro.


“Cabras Pastando” foi lançado no LP “Tem Que Acontecer”, de 1976 (e filmado, acredito, já nos últimos anos de sua vida).

Sérgio Moraes Sampaio nasceu no dia 13 de abril de 1947 em Cachoeira de Itapemirim, e faleceu em 15 de maio de 1994, no Rio de Janeiro. Hoje, sua vida e obra pouco repercute diante da grandeza do seu legado. Compositor genial que empregava corpo e alma em suas canções; artista que fez de sua vida o momento de inspiração da sua poesia.
Hoje, sua obra está regravada por alguns nomes famosos da nossa MPB, na internet e no coração das pessoas que tiveram contacto com suas musicas. Vale apena pesquisar e continuar a descobrir esse que foi dos mais singular e genial artista brasileiro.

Roni Ataide 

domingo, 1 de maio de 2011

Diário do Doidão!!!

A vida é uma batalha travada no meio da rua. As peças (as armas) estão ai, nas calçadas, nas valas, nos becos que se perdem a luz do dia. Viver e Morrer são apenas mais dois figurantes nesse cenário de horror (nada podem), acontecem quando não há mais jeito. O Amor e o Ódio, sim, são os grandes generais, os formadores de nossas opiniões (o problema é que enquanto um sofre de uma terrível dor de garganta, o outro dispõem da  Tv, do Radio, da Internet e ainda pode usar o carro do pai). A circunstância ou contexto funciona como agente duplo, que tambem se encaixa perfeitamente no papel de bode expiatório dos nossos vícios, mas que ao fim e ao cabo das coisas sempre termina ao lado de quem vence (traindo e apunhalando quem perde).
A vida não é uma batalha justa e cada pessoa luta com as armas que tem às suas mãos. E a favor de uns e desespero de outros, algumas (poucas) pessoas tem mãos maiores e mais gordas que a (maioria) das outras.

Sangue, Suor e Desespero!
E tem gente que acha que a vida não tem graça!?

Roni Ataide

Declaração de Amor (2ª Parte)


Não quero ser um paraíso perdido,
Mas apenas a medida da tua necessidade.
O teu desejo atendido, num fogo inflamado.

Roni Ataide

sábado, 30 de abril de 2011

Em alguma encruzilhada...

Para uma dama em algum vestido rosa.

Se não queres  meu amor assim...
EXAGERADO
escorrendo pelas bordas,
trancarei esta maldita(bendita) boca
como um cofre
e de
dez em dez
centavos,
contarei mais mentiras
que a vida toda.

Catattau Azul(ou um homem apaixonado).

Sons do Caralho!!!



TINARIEWEN


A banda existe desde 1982 e é a primeira banda eletrificada do Mali, povo do deserto do Saara.
Seu fundador, Ibrahim Ag Alhabib, viu o seu pai ser morto na sua frente aos 4 anos de idade devido a revolta dos Tuaregs em 1963. Mais tarde, ainda criança, ele viu um filme de cowboys onde um deles tocava um violão. A paixão foi tanta que ele constriiu seu proprio violão, com pedaços de madeira e freios de bicicleta. Com o tempo ele foi entrando no mundo da musica, onde aprendeu a tocar musica tradicional do seu povo em um campo de refugiados. Mais tarde ele tocou em um show de protesto no Marrocos, devido ao exílio do seu povo.
Mais tarde ele foi forçado a participar de guerras entre paises africanos, como um exilado, ele não tinha muita opção, mas ele recebeu treinamento militar. Por causa disso, lideres Tuaregs reuniram estes jovens treinados a guerra, e foi lá, nos campos do exercito que Ibrahim conheceu outros Tuaregs que tocavam violão, alguns ja tocavam guitarra. Assim o Tinariwen se formou. Juntos eles gravaram um demo, com musicas que falavam sobre a vida dos Tuaregs. Dizem que as poucas fitas foram para todos os cantos do Saara e ficou bem famoso na época.
Cerca de 26 anos depois de ele ver seu pai ser morto, ele e o exercito que participava foram a Mali, e ele voltou para sua vila pela primeira vez. Por lá ficaram um tempo até que depois de guerras com o governo do pais um acordo foi feito com os tuaregs. Assim os integrantes do grupo puderam deixar o exército e se dedicar a musica completamente. E foi o que fizeram.

Em 1998, ao fazer seus shows pelo deserto, eles chamaram a atenção de uma gravadora francesa de World Music, a Lo’jo. Algum tempo depois eles conheceram outras bandas em turnes pela africa. Nessas turnês eles coneceram outros dois membros da banda. Nos festivais ,eles ja eram headlines dos eventos. em 2001 eles conseguiram seu primeiro show fora do norte da africa, em londres. Desde então eles ja tocaram mais de 700 vezes na europa, ganharam um premio da BBC e outro na Alemanha.

Abilio Dantas

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Diário do Doidão

Começa e porque não termina?
A palavra é como um jogo de azar:
te pega pelo colarinho,
te revira pelo avesso do avesso,
te chupa feito uma laranja gostosa até so restar a casca.
Quando se pensa que acabou
e vai servir de exemplo aos próximos,
descobre que o único papel,
ao qual lhe restou,
foi o de servir para adubo orgânico
na plantação de outra palavra viva.
VIDA!

Roni Ataide

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Diário do Doidão

A arte transforma a vida em um momento de inspiração.
Não existe moralidade que possa controlar essa força.
Ela não pede licença, muito menos desculpa;
corre solta pelo mundo, sem pudor, sem freio.
Olha atravessado às pessoas e descobre-se dentro delas.

Roni Ataide

terça-feira, 26 de abril de 2011

Sons do Caralho(parte 5)


É com um imenso prazer que apresento esta canção, deste mais que incrivel guitarrista chamado Paul Kossoff, verdadeiro "sentimento através de cordas'". Pra quem não o conhece, Kossoff foi guitarrista de uma excelente banda de rock chamada Free, que chegou a fazer um certo sucesso no final dos anos 60, e que teve seu fim em meados dos anos 70. Essa musica e de seu primeiro disco solo chamado "Back Street Crawler", lançado em 1973.
Kossoff talvez fosse um artista apaixonado, não apenas pelo que se ouve em sua musica, mas pela sua própria história de vida. Assim como muito gênios da sua época, kossoff teve uma carreira meteórica: alcançou o auge de critca com o Free, seguido por uma tumultuosa relação com drogas(a heroína,o que desencandeou em sua morte em 76), e o mais importante, produziu com frequencia até o fim de sua vida.
Hoje apesar de raro, podemos encontrar felizmente muito de seus trabalhos na internet. Onde vive a memória deste verdadeiro artista da guitarra.

Pra quem quiser conhecer mais de sua obra, recomendo os discos "Free-Fire and Water", e "Kossoff-Back Street Crawler".

Catatau Azul.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ensinamentos Manguísticos!!!

Cuidado, não confunda gentileza com "gentiléza"!
Uma coisa é acontecer um terremoto no fundo do mar, a quilômetros de distancia da costa, que pode gerar um tsuname devastador. O nome disso é, "Acidente da Natureza"!
Outra atitude, bem diferente, é uma pessoa deixar cair algumas bombas nucleares, sobre outras pessoas, indefesas e desavisadas, destruindo suas vidas e deixando sua futuro a Deus Dará. O nome disso é, "Falta de Caráter"!

Roni Ataide

sábado, 23 de abril de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sabedoria Popular!!!

Quem com o ferro fere,
com o ferro será ferido!!!




Roni Ataide.

A Origem da Manga




Manga Buceta é uma banda de blues que está engatinhando no árduo caminho do cenário rock'n blues paraense. Com integrantes singulares, dotados de carisma e loucura, o Manga Buceta vem carregado desse novo aeon, que tanto foi descrito por Raul Seixas. Cinco genuínos gênios da virtuosidade, onde se encontram reencarnações de autênticos heróis: como Keith Moon (The Who) que é o baterista Paulo Bob, grandioso ser de um dom natural; Charley Patton (tocador de blues do final do século 19) que vem a ser o nosso mágico da guitarra, Catatau Azul; Bon Scot+Chico Buarque (sendo que o primeiro, Bon, é o vocalista póstumo da banda AC/DC; e o segundo, Chico, que não morreu, é um grande cantor de nossa terra brazilis in natura), e desses dois seres da irreverência e promiscuidade nasceu o magnífico Cegano, o vocalista mais (descupem-me o pejorativo) "nu e cru"; temos também a grandiloqüente mistura de Rambo (recém saído do Vietnã), com Tony Iommi (guitarrista e líder do mais poderoso grupo de heavy metal do mundo, o Black Sabbath), e Curupira - o filho perdido da selva amazônica, alguns ainda dizem que ele era o irmão mais velho do Chris - que veio pra cidade por causa de uma paixão pela Lindsey Lohan, João a mais nova estrela dessa Buceta; e ainda vindo das profundezas do metal, filho do Roosevelt Bala (baixista e vocalista do stress) e de uma mistura ensandecida de Zé Ramalho, Chuk Norris, Sérgio Sampaio, Charles Bukowski, Ludwig Van Beethoven e um céu bastante cinza... surgiu Ronilson Rodrigues Ataíde, "O Poderoso Chefão Dessa Buceta", com sua guitarra, que em suas mãos mais parece um fuzil. De tão incrível genealogia é composta o Manga Buceta, pau pra qualquer barraca, boca pra qualquer birita, uma verdadeira cabeçada na parede, a banda mais "playground" do mundo!

Pako Poeta
Roni Ataide

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ensinamento Maguístico!!!

Quando se quer algo, o primeiro passo a ser dado não será com os membros inferiores, e sim com a cabeça. Antes de executar existem as fases da "Observação" e do "Planejamento". Cuidado, não saia dando tiros ao alto, isso espanta a vitima!

Roni Ataide

Sons do Caralho!!!


Jonh Lee Hooker!!!

Sua história, como a de tantos outros, começou em uma fazenda de algodão e milho. Como não queria seguir a dura rotina dos pais, aprendeu a tocar violão com o padrasto. Para marcar o ritmo, batia em uma tábua sob o pé e, mais tarde, aprendeu a amplificar o som colocando um microfone dentro do violão. 

Nascido em 1917 e falecido em 2001, John Lee Hooker, o hipnotizador do blues, foi um dos mais influentes artistas dos anos 50 e 60. A sua música era livre, desrespeitava padrões, as suas canções faladas e a sua voz rouca ultrapassaram gerações. Seu estilo foi único, até mesmo comparando com outros artistas do verdadeiro e profundo blues. Amigo e impulsionador da carreira do jovem Bob Dylan colaborou também com músicos como Carlos Santana e Van Morrison. Em 1989, se juntou a diversos astros convidados, incluindo Keith Richards e Carlos Santana, para a gravação de ‘The Healer’, que ganhou um Grammy. Em 1996, venceu novamente na categoria de melhor álbum do ano com ‘Chill Out’. Aos 80 anos, recebeu seus terceiro e quarto prêmio, por melhor gravação de blues tradicional e por melhor parceria pop em ‘Don’t Look Back’, que gravou com seu velho amigo Van Morrison. Hooker viveu os últimos anos de sua vida em São Francisco, onde era dono de um clube noturno chamado ‘Boom Boom Room’, nome este inspirado em um de seus sucessos.


Roni Ataide

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Manga Buceta Blues Band In'concert


Sexta-Feira, dia 15/04. Manga Buceta em Bragança, juntamente com Yeman Jah Roots, Paralelo XI e Mathilde.

Sons do Caralho - Parte 3


Essa é a canção que encantou B. B. King em inicio de carreira. Era 1947 e o Blues pulsava nas ruas da cidade de Memphis.

Depois disso tenho que beber uma dose!

Roni Ataide

Ensinamentos Manguísticos - 2ª parte

É melhor esperar deitado!
Sem saber por onde começa, é mais sabio estacionar no ponto onde culmina.

Roni Ataide

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Oh,play them blues: Os Caminhos do Blues.

“That melancholy strain, that ever haunting refrain”. As origens do blues são difusas quanto ao seu significado semântico. Os primeiros acordes brutos do blues surgiram na região sul dos Estados Unidos (principalmente nos estados do Alabama, Mississipi, Geórgia e Louisiana), passando por plantações imensas de algodão, senzalas, bares e cabarés. Parte da fascinação que as pessoas sentem pelo blues vem dessa sua mística em torno dos escravos: da fossa musical às figuras que entoavam esses cânticos.

ATENÇÃO: ao ler essa matéria escute um bom blues.

O blues conseguiu ocupar um espaço que ia dos encontros na igreja às farras nos cabarés. Falava-se muito das casas de blues, simples estabelecimentos de madeira normalmente quentes e apertados, aonde os escravos iam após o trabalho para ouvir e cantar músicas que expressassem toda a sua tristeza, o seu cansaço e os seus problemas. As worksongs não falavam apenas do trabalho duro, ou só de pegar no batente, elas sempre vinham recheadas de estórias (ou histórias) sobre traições, religião, prisão, ou sobre a condição de andarilhos de muitas dessas figuras que conheciam muito bem a cara dos bares do sul dos Estados Unidos...
LEIA A MATÉRIA TODA EM: http://whiplash.net/materias/especial/108426-robertjohnson.html

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Videoke! Cantem com A gente!

Catatau Azul(Muddy Waters Paraense)

Buceta!!

Se a manga cair de madura,
que ao menos faça,
uma grande rachadura,
num para-brisas de um carro,
(que não seja o meu nem o do paulo),
ou numa cabeça dura.


Catatau Azul( ou Muddy Waters Paraense )

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Sugar Blues (poema de Bruna Beber)




um corpo em chamas
rolando pela escada
de incêndio do meu prédio

era você
vírgula
meu bem
vírgula
era você
interrogação
eu avisei para não brincar
de molhar meus barcos
de papel

eu avisei que não se pode viver
como se faltassem
poucos dias para o carnaval

você indo embora com o foco da coqueluche
e aliviando a vizinhança
você subindo aos céus com os passarinhos mortos
por crianças más
com estilingue

era você se desfazendo
na doce baforada
da janela aberta
numa manhã de calor

era você em pó
em papel picado
no tapete do asfalto
na roupa branca dos médicos
e no antigo toldo do açougue
do andar de baixo

agora eu vou rezar pela sua alma
por um emprego novo
e por um vício a menos
enquanto passeio pela cidade
num ônibus circular
numa quarta-feira de cinzas.

Um poema de Mário Bortolotto






Ela Veio da Paraíba com Duas Libras

Eu espero pacientemente que ela apareça
com suas tatuagens, seus selos canadenses,
o último cd do Jeff Buckley
sua aliança de noivado
sua sede inextinguível
sua amnésia oportuna
seus pecados mais que mortais
Eu espero que ela permaneça por aqui
com seu silêncio devastador
com frieza lendária
sua dança da chuva
sua fome de groupie
eu espero que ela se movimente pra mim
com seus anéis
seu pescoço animal
seus lábios de gasolina
seus dreadlocks
eu espero que ela gaste todo o seu dinheiro comigo
que me apresente a suas amigas
que me leve pra vê-la dançar
que me transmita suas doenças
Eu espero que ela venha cantando um balada
do Lenny Kravitz
que venha confundindo o tráfego
com seus truques de malabarismo
com seu cinismo incompreendido
ela vai pisar com suas sandálias de névoa
em meu coração
ela não vai aparecer
eu a amo
então chamo um táxi e volto pra casa.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Rogério Sganzerla e as ânsias de dois jovens na década de 1960

Sabe aquela música que te inspira? Aquele filme que te eleva e te faz querer fazer igual? Hoje eu vi um curta-metragem chamado “DOCUMENTÁRIO” do Rogério Sganzerla, o mesmo diretor de “O BANDIDO DA LUZ VERMELHA.” É o primeiro curta do Sganzerla, filmado quando ele tinha apenas 19 anos em 1966, época em que a qualidade do áudio e da imagem deixava muito a desejar, e mesmo assim é encantador. A idéia é simples, direta e ao mesmo tempo confusa, tanto na câmera, nos planos, nos diálogos, enfim, algo que caracteriza o jovem, tanto da década de 1960, quanto o de hoje em dia. Dois jovens amigos andando pelas ruas de São Paulo e divagando sobre filmes da época (em uma pequena pesquisa, eu descobri que nesse período existiam cerca de 300 filmes em cartaz ao mesmo tempo), quadrinhos e a contemporaneidade da época. Assistindo a esse curta eu lembrei de outro que me estimulou tanto quanto “QUERO SER JACK WHITE” (2004) de Charly Braun, que conta a história de dois adolescentes que se encontram em uma loja de vinis e a partir daí começam a explorar as suas sexualidades. Vale muito dar uma conferida nos dois curtas.


“DOCUMENTÁRIO – ROGÉRIO SGANZERLA”



“QUERO SER JACK WHITE – CHARLY BRAUN”
http://salabr.com/2010/03/23/curta-quero-ser-jack-white/

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Muito Inteligente!


Bêbada (letra nova)

Satisfaz seu ego
Mete em si mesma
Lubrifica a boca
Passa a mão na mesa
Pensa que a noite é pouca
Para tanta coisa na cabeça
Sente que a alma é louca
Reza que amanhã a mente esqueça

Refrão:

Bêbada! (4 x)

Yo só quiero un hombre
Que me entregue todo o coração
Alguém que não reclame
Caso eu suba no balcão

Yo no se o teu nombre
Yo no se nem donde estoy
Posso até ficar sozinha
Se o meu amor já foi

Mas não me chame de querida
Não gosto de intimidade
Pague logo outra bebida
Vou dizer umas verdades...

Bêbada! (4x)

Abílio Dantas e Paulo Luz

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Blues Vermelho (Abílio Dantas)

Vermelho-sangue escorrendo
dos teus cabelos em V
Mesmo que eu fure telhados
Nunca consigo te ver
O teu silêncio me agride,
me sequestra e me afaga:
noites em caixas d´água (2x)
Ketely Stefane
O que fazes aqui?
Já é hora de dormir.
Ketely Stefane
O que fazes aqui?
Já é hora de dormir
Já é hora de sair
e esconder esse sangue
por aí...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Rei da noite (Roni)

Ele mora sozinho
Num beco triste
É o rei e seu bandolim

A noite cantando
Escurece até o fim
Ao cair na esquina
Derrama um pouco de Gim

Não há por que voltar
Cedo pra casa
Seu lar é na rua
Das madrugadas

Ele é o rei (rei)
De um reino sem corte
Das sombras da noite
Das minas de um outro bar

Sim, ele é rei (rei)
De um reino sem sorte
Dos barcos sem botes
Das ruas de qualquer lugar


Atrasa o sol quando ele chega
E dorme na mesa
Fingindo cantar
Alguma coisa sobre o mar

Sonha versos
Que nunca vai escrever
Vive a vida dos livros
Que precisou vender

Ele é o rei (rei)
De um reino sem corte
Das sombras da noite
Das minas de um outro bar

Sim, ele é rei (rei)
De um reino sem sorte
Dos barcos sem botes
Das ruas de qualquer lugar

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Ser Alternativo!

Alternativo?

Alternativo?
Hoje, ao tomar banho, me peguei pensando em um rótulo que vive me circulando, o tal do “alternativo.” Não sei direito ao que se referem quando tratam desse assunto, ser alternativo é cursar filosofia ou sociologia? Então eu não sou alternativo, minha irmã é alternativa! Será que ser alternativo é freqüentar circuitos alternativos de cinema e arte em geral? Então eu sou alternativo e minha irmã não é! Segundo definição do miniaurélio digital: al.ter.na.ti.vo é um Adjetivo.
1.Que se diz, ou faz, ou ocorre com alternação.
2.Que permite escolha.
3.Fig. Que não está ligado a grupos ou tendências dominantes; que adota posição independente.
Ou seja, todo mundo é alternativo! Não tem como dizer que uma tendência é dominante, quem é que faz a mesma coisa, da mesma forma durante toda a sua vida? quem é que não permite escolha? Esse rótulo é tolo como tantos outros que existem por ai, seja você mesmo que você estará sendo alternativo ou não seja você mesmo que você também estará sendo alternativo.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A ótima cartada de Paulo Halm, “HISTÓRIAS DE AMOR DURAM APENAS 90 MINUTOS” de 2010.


 A estória narrada pelo personagem principal, Zeca, vivido por Caio Blat, trata de problemáticas contemporâneas como um triângulo amoroso vivido por ele, sua esposa Júlia (Maria Ribeiro) e a dançarina e aluna de Júlia, Carol (atriz Argentina Luz Cipriota). Talvez o fato de Caio Blat e Maria Ribeiro serem, de fato, um casal tenha trazido para o longa um tempero a mais, o que fica muito evidente ao assistirmos os extras do filme. Carol é uma mulher linda, com 20 e poucos anos e que sabe o poder de sedução que tem, isto faz com que Zeca, de 30 anos, comece a fantasiar um caso entre sua esposa e Carol, criando, em sua mente fértil, diversas situações envolvendo as duas personagens. Essas fantasias de Zeca fazem com que o telespectador perca a noção do que é a realidade e o que não é durante o filme. Zeca vive as custas de seu pai (Daniel Dantas), que é um leitor assíduo e frustrado por não ter o talento do filho para escrever, esse desejo de ser escritor faz com que seu pai o pressione para que termine o seu livro, um romance que não passa da página 50. A metáfora presente nessa situação é muito fácil de ser identificada em alguns jovens, pois em qualquer geração o jovem é sempre incerto de seu futuro, não sabe como será o seu desfecho e acaba interrompendo o seu crescimento, deixando de evoluir e assumir compromissos. A atuação de Daniel Dantas é um assunto a parte, a simplicidade gestual é uma de suas maiores características, seria difícil imaginar outro pai para Zeca. Enfim, fico muito feliz sempre que assisto a filmes desse porte, parabéns ao Diretor/Escritor Paulo Halm e toda a equipe técnica, com destaque para a fotografia.